Segundo o “Medical News Today”, os investigadores da Hebrew University, em Hadassah, Jerusalém, Israel, e da University of California San Francisco publicaram a sua descoberta na edição de Julho da revista “Antimicrobial Agents and Chemotherapy”.
A maioria das bactérias na natureza existem em comunidades de biofilmes, estruturas que funcionam como barreiras físicas e que limitam os efeitos dos agentes antibacterianos.
Os biofilmes orais são normalmente associados a infecções como cavidades dentárias, gengivite e doença periodontal. Com o aumento gradual da resistência aos antibióticos, os investigadores estão a analisar métodos de esterilização alternativos para tratar de forma eficaz os biofilmes.
No estudo, os biofilmes de Streptococcus mutans foram expostos a comprimentos de ondas de luz visível consistindo em 400 a 500 nm por 30 a 60 segundos na presença de 3 a 300 mM de peróxido de hidrogénio.
A soma microbial por cada amostra tratada foi comparada com o grupo de controlo e os resultados demonstraram que a combinação entre a tecnologia avançada de luz azul e o peróxido de hidrogénio penetraram todos os layers do biofilme criando um efeito antibacteriano.
«A capacidade da tecnologia de luz azul combinada com o H2O2 em afectar a bactérias em layers de biofilmes sugere que este tratamento pode ser utilizado em doenças associadas a biofilmes enquanto procedimento antibacteriano minimamente invasivo», concluíram os investigadores.