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Congresso da OMD

Congresso OMD: Bastonário apresenta Barómetro da Saúde Oral com dados da população portuguesa

Congresso OMD: Bastonário apresenta Barómetro da Saúde Oral com dados da população portuguesa

Este ano, a cerimónia oficial de abertura do XXIII Congresso da OMD, que decorreu na Exponor de 6 a 8 de novembro, ficou marcada pela divulgação dos resultados do Barómetro Nacional da Saúde Oral. O inquérito feito à população permitiu conhecer com maior exatidão os hábitos dos portugueses relativamente à medicina dentária e vão permitir à OMD fazer lóbi junto das entidades oficiais. 

“É fundamental para a OMD ser fonte de informação credível e nunca se tinha feito um estudo sobre a opinião dos portugueses relativamente à saúde oral”, revelou à SAUDE ORAL Orlando Monteiro da Silva. O bastonário da OMD ficou surpreendido com alguns resultados, nomeadamente a percentagem de pessoas que diz escovar os dentes (97,3%), embora o mesmo não se verifique com hábitos de uso de fio dentário ou elixires. “Estes inquéritos são úteis quer para a sociedade, quer para a própria indústria. Temos muitas pessoas com falta de dentes e uma grande iliteracia a nível da saúde oral. Ainda há muitas pessoas que não vão ao dentista e quase 30% acham que não precisam. Ou seja, só vão quando sentem dor. Estes dados mostram que muito já foi feito, mas que ainda há muito para fazer”.

O resumo dos resultados do Barómetro pode ser consultado em https://www.omd.pt/noticias/2014/11/barometrosumario.pdf e releva que 70% dos portugueses têm falta de dentes naturais, mais de 20% têm falta de pelo menos dez dentes, sendo que 7% da população não tem qualquer dente natural.

O estudo mostra que 48,8% dos inquiridos afirma realizar um check-up dentário menos de uma vez por ano e 29,5% não vão ao médico dentista ou apenas vão em caso de urgência ou dor.

Entre os que responderam ao questionário, 20,9% diminuiu o número de visitas ao médico dentista no último ano, sendo que a questão monetária é o principal motivo evocado para não ir ao dentista. 8,3% de portugueses admitem que nunca foram a uma consulta de medicina dentária.

O estudo revela que 56,1% dos portugueses que têm falta de dentes naturais não têm nada a substituí-los. Apenas 7,7% têm dentes substitutos fixos, sendo que os restantes 36,2% possuem prótese. Metade dos inquiridos admite que já sentiu dificuldades em comer e/ou beber devido a problemas na boca e nos dentes e 18% confessa que já se sentiu envergonhado por causa da aparência dos seus dentes.

Mulheres têm mais hábitos de higiene oral

O Barómetro revelou que os portugueses têm hábitos de saúde oral básicos e que são poucos os que têm hábitos mais sofisticados. Se 97,3% afirma ter por hábito escovar os dentes, 54,4% revela que não usa elixir e 76,2% admite não usar fio dentário. Dos que escovam os dentes, 72,7% fazem-no duas ou mais vezes por dia. Além disso são as mulheres quem apresenta taxas de hábitos de higiene e limpeza maiores.

“A falta de dentes naturais, com exceção dos dentes do siso, está correlacionada com o hábito de escovar os dentes, na medida em que quantos menos dentes naturais possui quem respondeu, menores são os seus hábitos de higiene”, explica o barómetro.

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