O especialista em saúde vai levar esta “mensagem” a uma reunião promovida pela Organização Mundial de Saúde e pelo Observatório Europeu de Saúde Pública que na próxima semana vai analisar o impacto da crise financeira na saúde da população europeia.
O ex-diretor-geral da Saúde defende que as políticas de saúde têm que ser consertadas com outras políticas e é contra o que está a acontecer atualmente na Europa: “primeiro toma-se a decisão de ordem financeira, depois espera-se para ver se a economia cresce e depois vê-se o seu impacto sobre o bem-estar das pessoas. Isto é a negação das políticas públicas”.
Sobre a situação em Portugal, o especialista refere que o país tem “um programa da troika inadequado, porque pede ao país para fazer em muito pouco tempo o que não é possível fazer bem nesse período de tempo”.
Em relação à saúde, o especialista diz que Portugal “tem tentado fazer o que a troika nos pede. Mas o pedido não é razoável”.