“O que estamos a começar a perceber é que a ingestão regular deste tipo de bebidas desencadeia uma reação que potencialmente conduz a muitas doenças, entre elas o acidente vascular cerebral”, revelou Adam Bernstein, autor do estudo, citado pelo portal Alert-Online.
Para o estudo, os investigadores do Cleveland Clinic’s Wellness Institute e da Harvard University, nos EUA, contaram com a participação de 43.371 homens e 84.085 mulheres, para analisarem o efeito do consumo de refrigerantes. Ao longo dos 28 anos do período de acompanhamento ocorreram 2.938 e 1.416 AVC nas mulheres e nos homens, respetivamente.
O açúcar presente nos refrigerantes açucarados pode conduzir a um rápido aumento da glicose e da insulina no sangue que, ao longo do tempo, pode levar à intolerância à glicose, resistência à insulina e inflamação. Estas alterações fisiológicas podem influenciar a aterosclerose e a trombose, que são fatores de risco do AVC isquémico.
Por outro lado, o café contém ácidos clorogénicos, lignanos e magnésio, os quais atuam como antioxidantes e podem reduzir o risco de AVC. Os investigadores verificaram que, em comparação com a ingestão de uma porção de refrigerante açucarado, uma porção de descafeinado está associado com um risco 10% menor de AVC.


