Na sequência das medidas de prevenção e contenção da epidemia de Covid-19 adotadas pelas autoridades, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) realizou esta semana algumas recomendações aos médicos dentistas das zonas de Felgueiras e Lousada, que foram identificadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) como de maior risco.
Estas são as recomendações da OMD [1] para os consultórios de medicina dentária situados nestas regiões ou noutras identificadas pela DGS como sendo de risco máximo ou de maior risco:
- No caso de consultas já marcadas, proceder a uma triagem prévia, através de chamada telefónica, para aferir junto do paciente se apresenta sintomas compatíveis com o Covid-19 (febre, ainda que modesta; tosse; espirros; conjuntivite; diarreia; rinite), se esteve em viagem ou em contacto com pessoas provenientes de países de risco máximo.
- No caso de identificar pacientes com sintomas compatíveis com Covid-19, tentar adiar a consulta, se não for situação de urgência.
- Usar dois pares de luvas e duas máscaras cirúrgicas (trocadas sempre por paciente).
- Retirar da sala de espera revistas, folhetos e outros objetos que possam ser manuseados por várias pessoas.
- Gerir as marcações de forma a evitar ter vários utentes em sala de espera (preferencialmente, não ter mais de duas pessoas nesse espaço).
- Informar os utentes sobre as medidas de segurança, em particular manter uma distância de cerca de 1,5 m, lavar as mãos antes de entrar no consultório e não entrar com as peças de roupa que vão retirar.
- Antes da consulta o paciente deve bochechar com uma solução de água a 1% oxigenada por 30 segundos ou com 0,2-0,3% de clorexidina.
- Caso se trate de uma consulta urgente e o paciente apresente sintomas, o médico dentista e equipa devem adotar as seguintes medidas:
- Touca e bata cirúrgica descartável;
- Máscara do tipo PFF2;
- Restantes procedimentos preventivos divulgados pela DGS.
A OMD recomenda ainda que sejam seguidas as restantes medidas sugeridas pela Organização Mundial de Saúde [2] e já criou um grupo de acompanhamento para seguir a evolução deste surto em Portugal. [3] A DGS já apresentou também um plano de contingência [4] para lidar com a epidemia.