Os chefes e representantes de Estado e de Governo de todo o mundo reuniram-se no passado dia 23 de setembro, nas Nações Unidas, para adotar um conjunto de novas medidas [1] que garantam uma “cobertura universal da saúde” e o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos para 2030.
No documento, a Organização das Nações Unidas defende que “é preciso reafirmar o direito de todos os seres humanos aos mais elevados standards de saúde física e mental, sem qualquer distinção” e “reconhece que a saúde é um investimento de longo prazo no capital humano” e “contribui significativamente para proteção e ‘empoderamento’ de todas as pessoas”.
“É preciso reconhecer que a cobertura universal da saúde significa que as pessoas e comunidades pode usar os serviços de saúde preventivos, curativos, de reabilitação e paliativos de que precisam […] sem que isso exponha as famílias a dificuldades financeiras”, acrescenta.
O documento refere ainda que é preciso “fortalecer os esforços para endereçar os problemas de visão e de saúde oral, assim como as doenças raras e as negligenciadas doenças tropicais, como parte da cobertura universal de saúde”.
Este ponto já foi aplaudido pela FDI – World Dental Federation, que diz que este compromisso “era esperado há muito tempo”. “A saúde oral é uma das áreas mais negligenciadas na saúde a nível global, por isso, aplaudimos os líderes mundiais por este compromisso inovador que ‘dá dentes’ à Declaração Política das Nações Unidas”, afirma Gerhard Seeberger, presidente da FDI. “Agora é vital que a declaração seja convertida em ações concretas e sustentáveis ao nível nacional.”
O reconhecimento da saúde oral como uma das áreas mais importantes para a saúde e bem-estar gerais é há muito tempo pedido pela comunidade médico-dentária. Estima-se que cerca de 3,58 mil milhões de pessoas em todo o mundo sofram com problemas de saúde oral preveníveis, nomeadamente cáries dentárias, periodontite e cancro oral.
Na declaração agora publicada, a ONU volta a colocar ênfase na necessidade de “considerar prioritária a promoção da saúde e a prevenção da doença através de educação e literacia para a saúde, assim como através de cidades seguras e saudáveis”. As Nações Unidas vão mais longe e dizem que é crucial que os países reforcem os seus investimentos na área, aumentando “os gastos públicos a nível doméstico e expandindo os recursos locados à saúde, maximizando a eficiência e a equidade dos gastos com saúde”.
A declaração política das Nações Unidas pode ser lida aqui. [1]