Para chegar a estas conclusões, os investigadores avaliaram 530 pessoas com pelo menos um fator de risco relacionado à diabetes, como histórico familiar, colesterol alto, hipertensão ou excesso de peso.
Estes pacientes foram submetidos a um exame periodontal que confirmou, acertadamente, que 73% deles possuíam pré-diabetes ou diabetes e tinham dentes ausentes e alta percentagem de bolsas periodontais profundas. Posteriormente, um teste de hemoglobina A1C, feito com uma picada na ponta do dedo, revelou que 92% dos pacientes avaliados apresentavam diabetes ou pré-diabetes.
“A análise dos dados sugere que os profissionais de saúde oral têm a oportunidade de identificar diabetes não reconhecida e pré-diabetes em pacientes odontológicos”, refere Evanthia Lalla, autora do estudo e professora de odontologia da Universidade de Columbia. “As conclusões orais podem oferecer uma oportunidade para a identificação de indivíduos afetados que desconhecem a sua condição e encaminhá-los a um médico para uma avaliação mais aprofundada”, conclui.