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Saúde Oral

Dentistas podem dar uma ajuda na cessação tabágica

cinzeiro nova

Os consumidores de tabaco têm entre cinco a 20 vezes mais probabilidade de vir a desenvolver cancros orais e da faringe do que um não-fumador. Quem o diz é a Ordem dos Médicos Dentistas, que lembra que “deixar de fumar reduz, ao fim de cinco anos, em 50% as hipóteses de contrair cancro oral”.

O alerta vem a propósito do ‘Dia Mundial Sem Tabaco’, que se celebra já no próximo dia 31 de maio para lembrar que “a nicotina e outros químicos consumidos pelos fumadores são das maiores ameaças à saúde oral, agravando patologias como as doenças das gengivas, e podendo desencadear outras como o cancro oral.”

No que diz respeito ao consumo de tabaco, segundo a Ordem dos Médicos Dentistas “o médico dentista pode ter um papel fundamental junto dos doentes que querem deixar de fumar. Estudos realizados nos EUA mostram que quando os médicos dentistas intervêm as taxas de sucesso na cessação tabágica aumentam.”

De acordo com dados do Eurobarómetro, em Portugal cerca de 25% da população é fumadora, razão pela qual o papel dos profissionais de medicina dentária e de saúde “é muito importante.”

“A par dos substitutos de nicotina e de tratamento com antidepressivos ou hipnose, a intervenção dos profissionais de saúde oral junto dos doentes mostra ser uma das formas de maior sucesso para ajudar quem quer deixar de fumar (…) Existem várias técnicas de intervenção que devem ser utilizadas em função do grau de dependência do fumador e vários países já incorporam estas técnicas nas consultas de medicina dentária”, explica a OMD.

Para Marta Resende, docente da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto e representante da OMD no Grupo Técnico Consultivo do Tabaco da DGS, “o primeiro passo é a criação de check-ups regulares com despiste do tabagismo, de forma a permitir desenvolver um histórico do doente. Este questionário será depois utilizado para definir os próximos passos, que vão sempre depender quer da vontade do doente quer do seu grau de adição. É um processo que requer tempo e disponibilidade tanto do médico dentista, como do fumador. Mas se tivermos em conta que o tabaco é o principal fator de risco do cancro oral e que reduzir os riscos de cancro oral é a forma mais eficaz de diminuir a morbilidade e a mortalidade desta doença, percebemos que é um investimento que todos devemos fazer.”

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