“É o que temos estado à procura nos últimos 20 anos”, revelou um dos autores do estudo, William B. Isaacs, segundo o portal Alert-Online. “Já se sabia há muito tempo que o cancro da próstata podia afetar famílias inteiras, mas a identificação da base genética subjacente tem sido um desafio e estudos anteriores têm fornecido resultados inconsistentes”.
Os investigadores verificaram que a mutação no gene HOXB13 estava presente em 1,4% dos 5100 homens que tinham sido tratados para o cancro da próstata. Os homens que apresentavam esta mutação eram muito mais propensos a ter, pelo menos, um parente de primeiro grau do sexo masculino (pai ou irmão) que também tinham sido diagnosticados com cancro de próstata. Por outro lado, o estudo revelou que dos 1400 homens que não tinham cancro, só num deles foi encontrada esta mutação.
“Descobrimos que a mutação era significativamente mais comum nos homens com história familiar e diagnóstico precoce, em comparação com homens diagnosticados mais tarde, após 55 anos de idade, sem antecedentes familiares. A diferença foi de 3,1 % contra 0,62 %”.
Este estudo pretende ajudar a saber quais os homens que poderão ter a necessidade de uma avaliação precoce para esta doença.