Os investigadores acreditam que estes resultados podem contribuir para uma deteção mais rápida da doença e para um tratamento mais personalizado, poupando o paciente a um desconforto desnecessário, excesso de terapias e custos.
De acordo com os investigadores, a proteína S100A7 pode ser um biomarcador que prevê a existência de lesões orais malignas. Durante este estudo, onde foram avaliados 110 pacientes com displasia oral, os cientistas descobriram que os pacientes com maior expressão de S100A7 no seu citoplasma tinham uma taxa de sobrevivência ao cancro oral reduzida, de cerca de 69 meses. Os pacientes com menor expressão ou nenhuma expressão de S100A7 no seu citoplasma tinham uma taxa de sobrevivência de cerca de 123 meses.
“Estamos muito satisfeitos por ter identificado uma proteína que pode prever que lesão oral se pode transformar. Esta será uma ótima ferramenta para descobrir que pacientes precisam de um follow-up mais rigoroso, o que levará a maiores taxas de sobrevivência”, referiu Paul Walfish, um dos investigadores responsáveis por este estudo.