Segundo o Económico, as aulas clínicas dos 4º e 5º anos estão suspensas até 24 de abril pela Faculdade estar impedida de comprar materiais como luvas, aspiradores ou copos.
Depois do chumbo do Tribunal Constitucional ao corte do subsídio de férias aos funcionários públicos e pensionistas, Vítor Gaspar emitiu um despacho que proíbe a despesa em todos os ministérios sem aprovação do seu gabinete. A Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa foi a primeira a ter que suspender atividades devido à falta de materiais, mas já outras faculdades já se viram obrigadas a paralisar investigação, deslocações ao estrangeiro e encomendas de produtos alimentares.
De acordo com o Diário Económico, os reitores das universidades dizem que o cenário “é muito mau” e temem que a situação possa piorar enquanto não for revogado o despacho.
Os deputados comunistas Miguel Tiago e Rita Rato já endereçaram uma carta ao Governo que refere que “A situação decorrente dos cortes orçamentais e do despacho do Ministério das Finanças tomou tal dimensão que as aulas de prática clínica dos cursos de licenciatura, mestrado e pós-graduação foram parcialmente interrompidas”.
Além da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa, também as universidades Técnica de Lisboa, do Porto e do Minho têm as atividades de investigação paralisadas e estão impedidas de contrair despesa com produtos alimentares, deslocações ao estrangeiro ou serviços como Internet. Os reitores das universidades enviaram para o Ministério da Educação e para as Finanças pedidos de autorização para contrair este tipo de despesas, mas temem que a situação piore até 3ª feira, dia 23 de abril, quando o despacho é revogado.


