Em declarações à rádio “TSF”, o responsável da Direcção-Geral da Saúde (DGS) para este programa, Rui Calado, avançou que não se pretende começar uma iniciativa deste género com a oferta «de tudo o que as pessoas imaginam que é preciso que se ofereça», admitindo, no entanto, a possibilidade de revisões no futuro.
«Vamos começar por estudar o que se passa, de facto, nestes grupos da população portuguesa e, em função dos resultados desse primeiro estudo que já resulta do projecto vamos, com certeza, promover as alterações necessárias ao programa de base, para dar resposta a situações que nos apareçam», explicou Rui Calado, exemplificando que «no futuro, para situações muito bem estudadas, possamos solicitar superiormente que há grávidas que precisarão de uma quarta ou quinta consulta».
Da mesma forma, o bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, também ouvido pela “TSF”, considera que é necessário definir prioridades e fomentar uma estabilização da saúde oral das grávidas.
Para o bastonário, os profissionais de Medicina Dentária devem, sobretudo, «agir segundo as prioridades, começando pela dor, infecção e aspectos piores que podem colocar em risco a saúde da grávida e, futuramente, da criança».
Além disso, as grávidas «não terão necessariamente que ter todos os tratamentos, até porque há alguns limites», lembrou, ainda, Orlando Monteiro da Silva.