De acordo com uma revisão publicada em janeiro deste ano pelo Centro Americano de Controlo e Prevenção de Doenças, estima-se que até 33% dos acidentes fatais nas autoestradas americanas estejam associados à sonolência dos condutores.
Miguel Meira e Cruz, presidente da APCMS e investigador do Laboratório de Função Autonómica Cardiovascular da Faculdade de Medicina de Lisboa, afirma que “a tendência não parece ser muito diferente em Portugal e é absolutamente urgente reconhecer as causas responsáveis pela sonolência para atuar sobre elas e, neste contexto, tentar inverter a realidade atual, que é dramática”.
O conjunto de pessoas com risco acrescido de sonolência inclui os condutores comerciais, pessoas que trabalham à noite ou por turnos, doentes com patologia do sono não controlada ou medicados com fármacos sedativos e, ainda, todos aqueles que não têm um sono adequado.
Durante a semana que inclui o Dia Mundial do Sono, a APCMS vai apoiar diversos eventos, em diferentes regiões de norte a sul do país, que têm como objetivo esclarecer a população sobre a importância do sono, os riscos associados à sua privação e aspetos práticos sobre como manter uma boa higiene do sono. Estão previstas ainda diversas ações de sensibilização e algumas conferências para a população em geral e outras para os profissionais de saúde.