Em declarações ao Diário de Notícias, Pedro Baptista mostrou-se satisfeito pelo “reconhecimento do trabalho”, além de que a verba de 25 mil euros do prémio é “bem-vinda, porque vai toda para a fase que se segue: a transposição do trabalho de laboratório para um kit destinado ao terreno, que esperamos ter concluído até ao final do ano”.
A ideia de desenvolver um novo método de diagnóstico surgiu em 2006, passível de ser utilizado em condições mínimas, “num centro de enfermagem de um país em desenvolvimento, por exemplo, onde seja necessário apenas haver uma fonte de calor, como uma forno solar, com leitura muito fácil e, ao mesmo tempo barato”, acrescenta.
Este investigador iniciou o seu trabalho em nanotecnologia para diagnóstico em 2004 e identificou o cancro, que era aliás sua especialidade, a tuberculose e a malária como as três grandes áreas em que era possível desenvolver novas formas de diagnóstico nesta linha. “Conheci o Miguel Viveiros, que dirige no Instituto de Higiene e Medicina Tropical a Unidade de Micobactérias, através de um colega e percebemos que podíamos fazer qualquer coisa nova na área do diagnóstico da tuberculose”, conta Pedro Viana Baptista.


