Uma análise ao ADN das bactérias presentes nos dentes dos humanos ao longo da idade ancestral até à moderna permitiu aos investigadores da University of Adelaide’s Australian Centre for Ancient DNA, University of Aberdeen, na Escócia, e do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, conhecerem os efeitos que a evolução da dieta e dos comportamentos tiveram na saúde, desde a idade da pedra até aos dias de hoje.
Os investigadores extraíram o ADN da placa dentária calcificada de 32 esqueletos pré-históricos humanos oriundos do nordeste da Europa e posteriormente analisaram as alterações na população bacteriana oral que ocorreram na idade pré-histórica, na idade do bronze, na idade medieval, na revolução industrial e mais tarde.
Esta investigação revelou que ocorreram alterações prejudiciais nas bactérias presentes na cavidade oral à medida que a dieta se alterou, desde a altura em que os agricultores sucederam aos caçadores–coletores. Ocorreram também alterações quando a população começou a produzir alimentos durante a revolução industrial. A introdução do açúcar e farinha durante esta era levou à diminuição da diversidade das bactérias presentes na cavidade oral, o que permitiu que as estirpes causadoras de cáries dominassem.
“Este é o primeiro registo de como a evolução, que ocorreu ao longo de 75000 anos, teve impacto nas bactérias presentes no nosso organismo e na saúde”, revelou Alan Cooper, responsável pelo estudo.


