“A direção da ANF concluindo que foi marginalizada da discussão de uma questão vital para os doentes e para a sobrevivência das farmácias, numa altura em que estas atravessam uma gravíssima crise económica e financeira, e acabou de apresentar a sua demissão”, disse o presidente, João Cordeiro, em conferência de imprensa em Lisboa.
Em causa está o decreto-lei, aprovado em Conselho de Ministros, que estabelece um novo regime do preço dos medicamentos, que pretende “uma baixa generalizada dos preços e uma redução nos gastos públicos”. João Cordeiro mostrou-se descontente com o fato de que “nem o Ministério da Saúde, nem o Ministério da Economia quiseram dialogar com esta associação. A situação é muito delicada e exige muita responsabilidade. Não queremos ser corresponsáveis pela destruição do setor das farmácias”, afirmou o responsável.
A ANF tinha, no passado dia 23 de agosto, apresentado ao governo uma proposta de alteração das margens das farmácias, mas não recebeu “um único comentário, verbal ou escrito”. Sobre a poupança, João Cordeiro considera que não faz sentido pois “ o previsto no memorando da troika para 2011 são 50 milhões de euros, que já foi ultrapassada, atingindo neste momento 80 milhões de euros”, acrescentou o presidente da associação.