Depois de uma visita não programada àquela entidade hospitalar, para fiscalizar a forma como os médicos internos estavam a ser acompanhados, Pedro Nunes viu-se confrontado com um «hospital tipo Iraque», situação provocada pelas obras que estão a decorrer desde o dia 7 de Julho, noticiou o “Público”.
Segundo o bastonário, as urgências que servem cerca de um milhão de pessoas no distrito de Lisboa estão a actuar em «condições de terceiro mundo», conclusão que Pedro Nunes adiantou já ter comunicado à administração do centro.
Neste sentido, em declarações à “Lusa”, a directora clínica do hospital já admitiu que, embora tenha havido «algum empolado nos termos que usou», o bastonário «tem razão», garantindo que vários dos problemas apontados já foram corrigidos.
Foi criada uma área para os casos de urgência de ambulatório e uma sala para procedimentos específicos de Ortopedia, avançou Maria João Pais. Também foi criada a figura dos «gestores de cama» – médicos e enfermeiros responsáveis por uma triagem de forma a transferirem doentes estabilizados para internamento e que não tenham camas de hospital.
Segundo a mesma responsável, «não houve modificações nas condições técnicas, na forma de trabalho dos médicos e enfermeiros», explicando que as obras a decorrer na unidade passam pela construção de espaços privados de atendimento aos pacientes. «Por o espaço físico não ser seguramente o ideal é que estão a decorrer as obras», frisou.
Quanto a soluções alternativas enquanto decorrem os trabalhos, a directora clínica avança a possibilidade de se recorrer a contentores temporários para arranjar espaço de atendimento.
Excluída fica a hipótese de encerramento e transferência dos doentes para outras unidades de saúde, explicou Maria João Pais, defendendo que acabaria por se transferir o «problema para outros serviços de urgência que também têm dificuldade de funcionamento».