Segundo o “Medical News Today”, apenas cerca de 37% dos médicos dentistas inquiridos considera que esta iniciativa contribuiu para a melhoria da saúde oral da população escocesa. Por outro lado, cerca de um quinto dos profissionais (17%) é de opinião que a situação nesta área foi agravada. E quase metade dos profissionais entrevistados (46%) referiu que não acredita que a iniciativa tenha resultado em alguma diferença positiva ou negativa.
O inquérito analisou outras questões ligadas à profissão na Escócia. Ainda que muitos médicos dentistas tenham investido em clínicas dentárias nos últimos anos, 24% dos inquiridos revelou que não lhes é possível trabalhar nas suas clínicas em consonância com as guidelines de descontaminação implementadas pelo governo escocês, o que aumenta a ameaça de eventuais fechos dos seus estabelecimentos.
O potencial impacto que as aposentações podem ter em termos do acesso aos cuidados de saúde do SNS escocês foi também alvo de destaque no estudo, isto porque os médicos dentistas com idades iguais ou superiores a 50 anos têm listas substancialmente maiores de pacientes do que os seus colegas mais novos.
«Os resultados deste estudo realçam preocupações actuais sobre o futuro da profissão na Escócia. É claro que o governo escocês continua a ter um número de questões para analisar, caso pretenda melhorar o acesso dos pacientes à Medicina Dentária no âmbito do SNS. Só através de um diálogo construtivo entre os profissionais e o governo escocês é que a situação poderá melhorar. O ministro da Saúde mostrou-se disponível para discutir estas questões com os representantes do Scottish Dental Practice Committe da BDA», afirmou o director da BDA da Escócia, Andrew Lamb.
Escócia: Plano de acção na área da Saúde Oral divide médicos dentistas
As opiniões sobre o Scottish Dental Action Plan, introduzido pelo executivo escocês em 2005, divergem entre os profissionais de saúde oral a exercer na Escócia, de acordo com um inquérito realizado pela British Dental Association (BDA).


