O Estado português investe todos os anos cerca de 20 milhões de euros em cuidados primários de saúde oral, de acordo com dados da Direção-geral da Saúde (DGS). Os dados constam do III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, da DGS, e indicam que o programa dos cheques-dentista, que distribui cerca de 400 mil cheques por ano e que tem um custo anual de 16,3 milhões de euros, veio oferecer um acesso “universal e gratuito” a cuidados de saúde oral.
“Encontrámos um conjunto de cuidados básicos de saúde oral que são satisfeitos através do cheque-dentista. Esta é uma opção nossa e os quatro mil médicos dentistas aderentes estão a trabalhar para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao receberem um cheque-dentista e ao tratarem utentes do SNS”, referiu Rui Calado, coordenador do Programa da Saúde Oral da Direção-Geral da Saúde.
Atualmente, o cheque-dentista abrange as crianças com 7, 10, 13 e 15 anos que frequentem escolas públicas, idosos com complemento solidário, grávidas e portadores de HIV.
Além da verba investida nos cheques-dentista, o Estado contribui com cerca de quatro milhões de euros para pagar aos profissionais que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde e que participam no programa.


