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Estará a implantologia a caminho da ruína?

Per-Ingvar Brånemark, que é considerado o pai da implantologia moderna, acreditava que “ninguém deveria ter que morrer com os seus dentes num copo de água ao lado da cama”, razão pela qual desenvolveu várias inovações ao nível da osteointegração. No entanto, o tipo de implantes introduzidos hoje em dia são já completamente diferentes.

“A saturação do mercado, os custos e os lucros em muitos mercados movidos por inovações tecnológicas levam muitas vezes a que se persigam inovações e mudanças em tecnologias existentes de forma a ganhar mais mercado”, refere Aws Alani.

De acordo com o especialista é preciso questionarmo-nos acerca da direção que a implantologia está a tomar com todas as mudanças tecnológicas. “Ao contrário das cáries e das doenças periodontais, existe ainda pouco consenso ou estudos acerca de uma cura para a periimplantite. Esta é incessante assim que se estabelece e a reabsorção óssea e os outros problemas que se seguem podem resultar em problemas brutais”, explica.

Aws Alani defende que é preciso considerar de forma cuidadosa o tipo de pacientes que são aceites para a colocação de implantes. “Pacientes que fumam, com historial de periodontite ou com uma má higiene oral têm, como bem sabemos, um risco elevado de periimplantite. (…) Os problemas reportados são, provavelmente, apenas a ponta do icebergue porque muitas complicações não são, nem irão ser, reportadas por diversas razões”, defende.

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