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Estudo britânico questiona benefícios do leite materno

A pesquisa, desenvolvida por uma equipa de pediatras do Instituto de Saúde Infantil do University College de Londres, foi revelada na última edição do British Medical Journal. Segundo notícias publicadas no Diário Digital e Lusa, a médica responsável pelo estudo, Mary Fewtrell, entende ser “de considerar” a introdução de alimentos sólidos a crianças, antes de completarem seis meses, como complemento ao leite materno, que pode ser insuficiente em termos nutritivos. A equipa defende ainda que a introdução de papas aos quatro meses pode prevenir alergias a certos alimentos e a falta de ferro.

Mary Fewtrell refere, no entanto, que a recomendação feita pela Organização Mundial de Saúde – que defende a alimentação exclusiva com leite materno para crianças até os primeiros seis meses de vida – “faz sentido” no caso de países em vias de desenvolvimento onde, em vários casos, o acesso a água potável e a alimentos em bom estado é limitado, o que eleva o risco de morte para o recém-nascido.

Antes do estudo ser conhecido, uma porta-voz do Ministério da Saúde britânico defendeu que “o leite materno contém todos os nutrientes de que o bebé precisa até aos seis meses” e recomendou que durante esse período os bebés fossem amamentados em exclusivo com leite materno.

Em 2007, um outro estudo norte-americano demonstrou que o aleitamento não é suficiente para assegurar ao bebé todos os nutrientes de que necessita, revelando um risco de anemia superior entre os bebés alimentados exclusivamente com leite materno ao daqueles a quem foram dadas papas aos quatro meses.