De acordo com a Dental Tribune (com quem a SAÚDE ORAL mantém uma parceria) dado que são um conceito relativamente novo, as vacinas de ácido nucleico têm estado a ser avaliadas no que respeita à sua utilização na formação de anticorpos contra várias doenças e condições sistemáticas, incluindo cancro. O potencial destas vacinas para influenciar a formação de lesões provocadas por cáries foi estudado pela primeira vez por cientistas há quase trinta anos.
Os autores afirmaram que os novos resultados complementam investigações realizadas anteriormente pelo grupo de investigadores de Pequim no domínio da chamada vacina pGJA/VAX e, até à data, são os mais convincentes no que respeita à descoberta de uma substância adjuvante da mucosa eficaz, destinada à administração intranasal de uma vacina contra a cárie. Além disso, admitiram que a imunogenicidade – ou seja, a capacidade de provocar uma resposta imune – ainda é relativamente reduzida ao nível desta vacina. Daniel Smith, especialista em imunologia e membro do Instituto Forsyth, nos EUA, explicou à DT Asia Pacific que “ao longo dos últimos anos têm havido vários relatos sobre ensaios realizados em animais com esta vacina, bem como sobre a respetiva via de administração”.
“Neste caso, o novo elemento é o uso da flagelina como adjuvante, o que parece provocar um aumento modesto nos níveis de anticorpos”, acrescentou. Existem também substâncias adicionais que estão atualmente em fase de experimentação pré-clínica para serem utilizadas como vacina contra a cárie, nomeadamente outras proteínas recombinantes e conjugados de glicoproteínas. No entanto, segundo Smith, não está previsto que os ensaios clínicos em seres humanos possam começar a ser realizados a curto ou médio prazo.