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Exclusivo SAÚDE ORAL António Moutinho: Tenho um sonho: tornar a 3ª dentição vulgar

Esta não é a primeira vez que a Nobel Biocare reúne médicos dentistas para discutir temáticas da atualidade na medicina dentária, mas desta vez o programa incluiu algumas inovações, nomeadamente a visão do paciente alvo de uma reabilitação oral.

Para António Moutinho, o evento foi como um regresso às origens. “Este é o 5º simpósio e começamos esta viagem a pensar: vamos juntar médicos e técnicos. Depois juntámos assistentes, mais tarde os gestores de clínicas e para fechar o ciclo faltava algo fundamental: o paciente! Estamos a colocar o paciente no centro de tudo e pela primeira vez aconteceu história neste simpósio: Iñaki Gamborena fez a apresentação de um caso extremo com a paciente ao seu lado. Percebemos quais as suas expectativas, medos, sonhos e pudemos ouvir o que ia sentindo. Queremos ajudar os dentistas a perceber o que se passa na cabeça de um doente durante um processo de reabilitação oral”.

Para o responsável da Nobel Biocare já não se trata de fazer um modelo de negócio business to business ou business to consumer. “Gostaria de eliminar tudo isso e passar de A a Z, desde nós até ao paciente, fazer o business to humanization no sentido da humanização do processo. Não podemos ser números, estamos a lidar com pessoas e a Nobel Biocare vai inovar: vamos colocar o foco no paciente e torná-lo mais importante no meio de toda esta roda-viva que são os intervenientes no processo de reabilitação oral de um doente”.

Na inauguração do evento, António Moutinho confessou ter um sonho: tornar a 3ª dentição mais vulgar. Mas como tornar este sonho realidade? “Com mais e melhor informação, que tem de ser transmitida através do médico dentista tem todos os conhecimentos. Não nos podemos substituir ao profissional de saúde na passagem da informação clínica correta, mas podemos treiná-lo a fazê-lo melhor. Podemos fornecer-lhe suporte e ferramentas para o fazer. O nosso objetivo é que ele faça de maneira a que este conceito da 3ª dentição – e é bom que comece a pensar nela o mais depressa possível – fique enraizado. É isso que estamos a trabalhar, penso que estamos cinco anos à frente do que vai ser a indústria no futuro. Estamos a estabelecer tendências, caminhos novos dentro da medicina dentária na parte da indústria, porque as pessoas vão ter de ir por este caminho. É inevitável”.

Nota: Ler a reportagem na íntegra na próxima edição da revista SAÚDE ORAL