Nem o sábado, tido como o dia mais forte para fazer negócios, registou a tão esperada enchente. “Posso dizer que foi a única edição da Expodental em que não fiquei afónico numa sexta-feira”, confessou à SAÚDE ORAL Ricardo Faria, da Phibo. “Comparativamente com as edições anteriores, esta feira registou uma menor afluência de visitantes. No que diz respeito à capacidade de potenciar negócio que estes eventos proporcionam, este ano ficou abaixo das expectativas”.
Ainda assim, Ricardo Faria estava satisfeito com o interesse dos visitantes em relação às novidades apresentadas pela Phibo. “Nesta feira conseguimos fazer o lançamento daquilo que chamamos integração do mundo virtual. Tínhamos a parte do CAD CAM, que funcionava eletronicamente para as estruturas e agora lançámos a câmara intraoral para as impressões. O que é novidade é que já está completamente integrado, ou seja, os médicos dentistas já conseguem fazer as impressões da boca, receber a estrutura determinada sem usar gesso, silicone ou moldeiras. Esse conceito está implementado e a funcionar”.
Outro dos aspetos que saltou à vista numa visita pelos Pavilhões 7 e 9 foi a clara aposta das marcas na era digital. “A grande aposta é o digital e o 3D. Não é o futuro, é o presente”, confidenciou o médico dentista Genilson Silva Neto, que não quis perder a oportunidade de ver in loco as novidades apresentadas pelas marcas. “Estas feiras têm uma parte didática muito interessante, ajudam-nos a ficar com uma ideia do que se está a passar. É importante para ficarmos atualizados”.
Para Genilson Silva Neto, a aposta no digital pode criar alguma angústia nos profissionais, que devido à crise não conseguem acompanhar a velocidade de transformação que as novas tecnologias exigem. A sua receita para estes casos é simples: “temos de pensar digital, trabalhar por enquanto no analógico e pensar que um dia se vai chegar ao digital”.