A aposta tinha sido considerável. Mas o balanço do primeiro Salão Internacional de Equipamento, Produtos e Serviços Dentários, a Expodentis, que decorreu em 2007, acabou por surpreender até mesmo a organização. Os objectivos da altura foram cumpridos e até superados, pelo que a edição deste ano tem agora elevadas expectativas. Isto apesar do clima económico e da conjuntura que rodeia todo este sector não ser propriamente a mais atractiva e apelativa ao investimento.
Há dois anos, a generalidade das empresas expositoras e a organização da feira (bi-partida pela Exponor e pela Associação Nacional dos Comerciantes de Equipamentos Científicos, Saúde e Imagem – ANCECSI) mostraram-se satisfeitas pelos resultados obtidos. O feedback das empresas e marcas participantes permitiu à directora da feira da Exponor, Carla Maia, abraçar com ainda mais entusiasmo mas também «responsabilidade» esta segunda edição.
Na altura, a responsável da Feira Internacional do Porto evidenciou que as expectativas foram superadas, não só pelo número de visitas (um total de 8.193), mas sobretudo pelo grau de satisfação dos expositores que – declarou então – «encontraram na Exponor o local certo para os seus negócios». Carla Maia assumiu em 2007 que este certame tinha potencial para se tornar no maior evento de medicina dentária em Portugal para além de se poder tornar num evento internacional. E o mercado ibérico surgiu desde logo como principal alvo.
Segundo Carla Maia, para a edição deste ano, as empresas estão a programar diversas acções promocionais que irão atrair, com toda a certeza, directores clínicos, médicos dentistas e protésicos. «Será uma feira imperdível para o sector. Paralelamente, esta segunda edição tem uma representatividade acrescida na área dos implantes, que se encontrava pouco representada no ano anterior».
Relativamente a lições que possa ter tirado da última edição, a directora da feira sugere que neste tipo de certames a cooperação com os expositores é fundamental para o seu sucesso. E admite que o empenho e a dedicação das empresas foram assinaláveis. «Houve um grande envolvimento em todas as etapas da organização do evento, inclusive ao nível da divulgação. A parceria desenvolvida com a ANCECSI foi também um elemento fulcral para os resultados positivos da feira». Carla Maia salientou em entrevista à SAÚDE ORAL que esta associação foi muito pró-activa e disponível para resolver todas as questões na hora, transmitindo um conhecimento notável do sector. «Um evento só é um sucesso se o for para os expositores, se cumprir as expectativas de todos os agentes envolvidos. E foi o caso».
A tarefa deste ano parece não estar então assim tão complicada já que, para esta responsável, o feedback da primeira edição foi excelente. «Tentamos ir de encontro às necessidades dos expositores, apostámos forte na divulgação e atingimos os nossos objectivos.»
Mas afinal, quais as principais razões que podem levar um expositor a escolher a Expodentis? Para Carla Maia esta escolha reside no facto dos profissionais encararem a Expodentis como um parceiro no seu negócio. «Esta é a principal razão», salientou. «Nós não pretendemos simplesmente vender espaço, mas trabalhar junto do expositor para trazer os melhores clientes, para que estes façam bons negócios. Tudo o que tiver ao nosso alcance será efectuado. Damos liberdade ao expositor para propor e tentamos colocar em prática as suas ideias.»
Um dos grandes objectivos que Carla Maia anunciou para a edição deste ano foi tornar este certame internacional, nomeadamente através de uma forte presença – quer de visitantes quer de expositores – do país vizinho. E apesar do mercado espanhol também se encontrar em clara retracção, Carla Maia enfatiza que a organização conseguiu «manter o número de expositores espanhóis e a atracção de visitantes vindos de Espanha como uma forte aposta».
Com todo este cenário, quando questionada sobre se teria havido alguma questão que particularmente a tenha desiludido na primeira edição, Carla Maia respondeu peremptoriamente: «nada!». «Apenas ansiamos superar a excelente edição de 2007», confessou à SAÚDE ORAL.
Mas há uma questão que eventualmente poderia tornar o evento deste ano menos atractivo: a actual conjuntura económico-financeira. Será que a presença de profissionais neste certame pode vir a ser influenciada pelo actual período menos auspicioso da economia ou, pelo contrário, podem encarar estes eventos como um meio para divulgar ainda mais os seus produtos e serviços? A resposta foi clara: «as empresas são nossas parceiras. Nós reunimos os profissionais do sector em quatro dias, num só local. Pelo que será uma excelente oportunidade para, no segmento em causa, potenciar negócios e, assim, com o nosso modesto contributo, ajudar a contornar a crise».