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Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa sem condições

«Esta situação reflecte a degradação infra-estrutural de que a faculdade padece e traduz-se na falência do equipamento, que se encontra bastante obsoleto e que é necessário substituir», contestou, em declarações à revista SAÚDE ORAL, o presidente da Associação Académica da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (AAFMDUL), Gonçalo Assis.
Em dias de chuva, a água é aparada pelos baldes, o bloco operatório encontra-se encerrado, bem como uma das duas clínicas existentes na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa.
No manifesto de sete pontos, aprovado em assembleia-geral, no dia 22 de Novembro, foi reivindicada a resolução daqueles problemas, assim como, entre outros aspectos, o reequipamento das clínicas.
Apesar dos dez dias de ultimato imposto na altura, pelos alunos à direcção, a única resposta que obtiveram foi que «a Faculdade não tem capacidade financeira quer para as infra-estruturas quer para o equipamento», destacou o presidente da Associação Académica.
Em resposta às reivindicações dos alunos, o director da faculdade, Vasconcelos Tavares, reconheceu «a existência dos problemas apontados no referido manifesto e considera que as medidas necessárias para a sua resolução são de naturezas distintas. Ou seja, existem problemas relativos a falhas de organização pedagógica de algumas unidades curriculares, mas a «resolução dos restantes problemas mencionados, está unicamente dependente da capacidade financeira desta faculdade», acrescentou.
No que concerne ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, até ao momento, ainda não dispensou a verba necessária de cerca de um milhão de euros.

Artigo completo na próxima edição da revista SAÚDE ORAL (Maio/Junho, nº60).