Em criança qual a profissão que queria seguir?
Acho que fui referindo várias opções na minha infância, desde motorista a engenheiro ou médico.
O que o levou a optar pela medicina dentária?
Sinceramente, acho que quando me candidatei à Universidade os meus pais fizeram-me a mesma questão. Na altura achei que seria boa opção, primeiro pelo desafio (gosto de desafios), depois por ser uma área médica com forte componente prática, a qual gosto muito, e também pelas boas perspetivas de emprego existentes à época. Relativamente ao local escolhido, tinha as melhores referências de Coimbra, pela importante vida académica e, claro, pela qualidade de ensino.
A nível profissional, qual o episódio que mais o marcou?
Dado que tratamos diariamente pessoas são vários os episódios que nos marcam profundamente, como uma criança de sete anos com fratura coronária dos dois incisivos centrais superiores e que escreve ao pai natal a pedir uns dentes novos, o que me fez sentir com superpoderes. No entanto, a ida à Sala dos Capelos (Reitoria da Universidade de Coimbra) para a defesa da tese de doutoramento foi sem dúvida uma experiência marcante, quer pelo simbolismo histórico do local em si, quer pela presença dos familiares, amigos e colegas e, naturalmente, por ser pelo culminar de vários anos de trabalho.
Tem algum lema de vida?
Sim, aproveitar ao máximo a felicidade que vida nos dá.
A nível profissional, do que mais se orgulha e do que mais se arrepende?
Neste ponto destacaria a obtenção da certificação internacional, como membro certificado da European Society of Endodontology. Orgulho-me ainda da amizade com meus mestres, aos quais agradeço pelos conhecimentos e valores transmitidos e com os quais ainda hoje trabalho. E, por outro lado, arrepender-me… só de trabalhar demais.
Não sai de casa sem…
Um beijo da esposa e dos filhos.
Qual o seu maior vício?
Sem dúvida é ver os jogos do SL Benfica.
Qual a palavra que melhor o descreve?
Perseverança
Projetos para 2016?
São vários no âmbito da Endodontia. Uns em mente, outros já estão no papel, e que vão desde a formação à investigação nacional e internacional.
O que falta no sector da medicina dentária em Portugal?
Representatividade da classe médico-dentária no poder político, de modo a possibilitar a integração da Medicina Dentária no sistema nacional de saúde, permitindo aos portugueses usufruir dos cuidados adequados de saúde dentária.
Entrevista publicada na edição de setembro/outubro de 2015 da revista SAÚDE ORAL