A Food and Drug Administration (FDA), entidade norte-americana responsável pela aprovação de fármacos e pela regulação do mercado alimentar, emitiu uma regulação em exige o fim da utilização de luvas médicas tratadas com pó de talco. A regulação tem efeito já no próximo dia 18 de janeiro e aplica-se a luvas utilizadas no exame e cirurgia de pacientes e que sejam tratadas com pó de talco ou outros tipos de pó para lubrificação.
“Apesar de a utilização deste tipo de luvas estar a cair, estas representam um risco substancial de doença ou lesão para os profissionais que prestam cuidados médicos, para os pacientes e para outros indivíduos expostos a estas”, refere o comunicado emitido pela FDA.
Esta proibição não inclui, no entanto, a proibição do pó, desde que este não seja depois aplicado no produto final, nem das luvas que não possuem qualquer tipo de pó.
Por detrás desta proibição está o facto de estas luvas poderem despoletar inflamações respiratórias severas, inflamação de feridas e aderências pós-cirúrgicas, que são bandas de tecido cicatrizado fibroso que se formam entre os órgãos internos e os tecidos.