Apesar de ser difícil viver da investigação em Portugal, Fernando Guerra defende que “na área da medicina dentária, ao considerarmos a investigação o pilar essencial para podermos proporcionar um ensino de qualidade, ela carece de recursos. Não temos investigadores dedicados a 100% – diria que lá chegaremos – a estes projetos de investigação na nossa área. Gostaria muito que isso pudesse suceder, já temos bolseiros a fazer projetos de investigação com uma bolsa da Fundação Ciência e Tecnologia e é importante para guindarmos a investigação em medicina dentária para outros patamares de qualidade e até podemos evoluir. É isso que se pretende”.
Apesar das dificuldades, Fernando Guerra considera-se um otimista: “acredito sinceramente na nossa capacidade de trabalho, na inteligência dos médicos dentistas portugueses, nos docentes das universidades, na sua capacidade de colocar os seus conhecimentos em prol da ciência e no desenvolvimento da ciência. Dentro do contexto que não é fácil devemos manter o entusiasmo, o otimismo e a vontade de ultrapassar as dificuldades e vontade de podermos responder de forma adequada aos desafios que se nos vão colocando”.