Orlando Monteiro da Silva – O Governo aprovou legislação simplificada sobre o licenciamento dos nossos consultórios. Também alargou e corrigirá o âmbito do programa cheque-dentista, passando a abranger todas as crianças dos 3 aos 16 anos e alguns grupos de risco previamente identificados. Foram propostas apresentadas e negociadas pela OMD que foram acolhidas pelo Governo. Quais são as razões que o levam a considerar que a estratégia de rotura que defende na sua candidatura a este respeito, será melhor sucedida?
Fernando Guerra – Consideramos que as propostas que apresentamos são válidas e trazem benefícios significativos para a melhoria das condições de trabalho dos médicos dentistas. Não aceitamos medidas legislativas ou programas que atentam contra a nossa dignidade profissional, nem nos revemos em muitas posições que foram assumidas pela Ordem.
O papel da Ordem não é o de pactuar com interesses políticos, mas sim o da defesa dos seus membros e da saúde oral dos portugueses. Estamos preparados para defender de forma justificada, racional e pertinente as alterações ao panorama actual e essa é a função da Ordem. A estratégia que defendemos é a de mudança clara, pois é necessário introduzir novas energias para o muito que há a fazer. Não temos receio disso, nem estamos condicionados na nossa actuação.