Fernando Leal da Costa manifestou a intenção de iniciar o despiste de lesões pré-cancerosas, se possível, já no próximo ano. Para tal, o Governo estuda a reafectação de algumas verbas, sendo o cancro oral o sexto mais comum em Portugal, com a deteção anual de perto de mil casos.
Orlando Monteiro da Silva, bastonário da OMD, saudou este alargamento “que quanto mais depressa for implementado, mais depressa vai ajudar a diminuir a taxa de mortalidade desta doença. O cancro oral quando detetado precocemente é curável e acreditamos que a integração do cancro oral no Programa Nacional de Saúde Oral vai dar um contributo decisivo para aumentar a taxa de sucesso no tratamento desta doença”.
Recorde-se que o programa cheque-dentista foi implementado em 2008 e já permitiu a realização de quase 1 milhão e meio de consultas de medicina dentária e quase quatro milhões de tratamentos.
O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde sublinhou que “o programa é um êxito, já cobre 100% da população em idade escolar” e garantiu que o Governo vai “manter a verba destinada ao programa, que este ano chegou aos 16 milhões de euros”.