O projeto-piloto da desmaterialização eletrónica da receita arrancou a 8 de abril na Unidade Local de Saúde do Alto Minho e no início de maio foi alargado a dois centros de saúde de Setúbal. No total envolve 36 farmácias (28 em Setúbal e oito em Ponte de Lima), onde o utente se pode dirigir apenas com o cartão do cidadão e com um código de acesso à dispensa que lhe é fornecido pelo médico, juntamente com a guia de tratamento e com a indicação dos preços máximos dos medicamentos.
Nesse momento a farmácia acede eletronicamente aos dados da receita, que é disponibilizada e automaticamente conferida e enviada para o Centro de Conferência de Faturas, evitando a conferência manual.
Até ao final de maio, segundo dados revelados ao Jornal de Notícias pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), foram emitidas 110 mil receitas neste formato, havendo 120 médicos de família a utilizar a nova aplicação PEM (Prescrição Eletrónica de Medicamentos) criada para este efeito.
Até ao fim do mês a experiência será alargada aos hospitais de Viseu e da Figueira da Foz, devendo envolver mais 40 farmácias da região.