De acordo com Shimon Rochkind, que coordenou o estudo, o método que repara os nervos periféricos já foi testado em animais e, dentro de poucos anos, poderá vir a ser usado clinicamente, estando neste momento a começar a ganhar reconhecimento internacional.
Os investigadores explicam que os nervos funcionam como cabos elétricos e que, quando são danificados, deixam de conseguir transmitir sinais para movimentos e sensações através do sistema nervoso. Porém, a equipa de Rohckind conseguiu desenvolver um método que liga os extremos de dois nervos danificados através de um implante suave e biodegradável.
Este gel conta com três ingredientes principais: antioxidantes, que aceleram as atividades anti-inflamatórias, peptídeos da laminina artificais, que funcionam como “linha” orientadora para o crescimento das novas fibras nervosas, e ácido hialurónico, encontrado, comummente, no feto, que evita que o implante “seque”.
Além de poder ser usado em conjunto com o implante biodegradável, o gel pode ser administrado autonomamente, por exemplo, em terapias celulares, ajudando a preservar as células e a assegurar a sua sobrevivência em casos de transplantação.