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Globalização:Pacientes capazes de viajar longas distâncias por tratamentos dentários

De acordo com os resultados do estudo, a maioria dos médicos dentistas questionados respondeu que, em média, os seus pacientes viajam cerca de cinco a 10 milhas. No entanto, existe um grupo significativo capaz de viajar centenas ou milhares de milhas.
Desta forma, 20% dos médicos dentistas afirmou que, em média, os seus pacientes viajam 10 milhas ou mais por um tratamento e outros frisaram que chegam mesmo a atender pacientes de outros países.
«Menos de 5% dos meus pacientes viaja grandes distâncias, mas tenho um paciente que vive no Japão», contou um médico dentista de Nova Jersey.
Segundo evidenciou o estudo, os médicos dentistas têm mais probabilidade de vir a atender pacientes estrangeiros se estes estiverem expostos às técnicas de marketing. «Fazemos publicidade na rádio a complexos serviços dentários. As pessoas viajam facilmente cem milhas, ou mais, a partir do momento em que ouvem o anúncio», explicou um médico dentista da Califórnia.
Outros médicos dentistas sublinharam que um bom cuidado dentário supera as barreiras geográficas. «Temos pessoas que voam todos os anos mais de mil milhas. Os nossos pacientes confiam em nós. (…) Se sabem que somos honestos, são capazes de vir de qualquer lado, não importa a distância», afirmou um médico dentista do Minnesota.
«Muitos médicos dentistas estão a perder o “barco” do marketing, ao dirigirem-se apenas aos pacientes mais perto. Mas conheço muitos profissionais cujos pacientes mais valiosos são aqueles que vieram de longe, principalmente à procura de novas técnicas de sedação», esclareceu Jim Du Molin, consultor administrativo para a área dentária e fundador do website “The Wealthy Dentist”.

MEDICINA COSMÉTICA DENTÁRIA AFECTADA PELA GLOBALIZAÇÃO
A “British Academy of Cosmetic Dentistry” (BACD, na sigla em inglês) lançou, recentemente, um apelo junto dos cidadãos britânicos contra as chamadas “férias dentárias”, uma prática bastante comum no Reino Unido. Os argumentos, divulgados pelo “Management Today”, baseiam-se no facto de estas “férias” alegadamente representarem sérios riscos para a saúde oral, levando os especialistas a aconselhar a marcação de consultas em consultórios dentários qualificados.
De acordo com a BACD, o problema desta tendência assenta em que qualquer médico dentista europeu pode oferecer serviços de cosmética dentária, como branqueamento ou alinhamento de dentes, sem que tenham passado pelo crivo da experiência de anos necessária, dizem os responsáveis da associação.
Além disso, a academia invoca o problema dos tratamentos serem feitos num curto espaço de tempo (por norma, uma semana), levando os médicos dentistas a apressar os procedimentos.
«As pessoas tem de ter muito cuidado antes de iniciar estas “férias dentárias”», alertou o director do BACD, Tif Qureshi. «Podem ser baratas, mas acarretam o risco de danificar a boca e o sorriso», acrescentou.
Segundo o “Management Today”, estas “férias dentárias” representam um mercado em desenvolvimento e, sublinha o órgão de comunicação, em contraponto com a argumentação da academia, existem muitos médicos dentistas competentes na Europa, e não apenas no Reino Unido.