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Governo congela acesso ao curso de Medicina Dentária

A audiência já tinha sido solicitada pela OMD para dar conhecimento do estado da Saúde Oral em Portugal, mas “coincidiu com a semana em que foi agendada a greve dos médicos devido à situação abusiva de contratação de dos profissionais de saúde, pelo que aproveitámos para dar conhecimento das estatísticas da profissão, uma vez que continua a haver um aumento do número de médicos dentistas. Temos uma taxa de desemprego na ordem dos 4,5%, o que é preocupante”.

Face a esta situação, o Governo decidiu congelar para o próximo ano lectivo as vagas de acesso ao Ensino Superior para Medicina Dentária. Ou seja, as vagas que acesso do ano passado são para manter e não podem ser aumentadas. “Não é a situação ideal e a prazo vai ser necessário reduzir a entrada nas Faculdades. Estamos a formar recursos humanos para que outros usufruam deles, sendo que a formação em Medicina Dentária é a segunda formação mais cara, a seguir à Aviação Civil. Temos de adaptar os recursos humanos às necessidades que existem, pelo que esta é uma decisão com a qual nos congratulamos”, sublinhou Orlando Monteiro da Silva. 

Legenda: Da esquerda para a direita, a delegação da OMD composta pelos médicos dentistas Ricardo Oliveira Pinto, membro do Conselho Diretivo, Eunice Carrilho, membro do Conselho Consultivo, Pedro Pires, vice-presidente do Conselho Diretivo, Ana Cristina Mano Azul, presidente do Conselho Fiscal, e Orlando Monteiro da Silva, bastonário. À direita, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, acompanhado pela sua assessora para a saúde, Clara Carneiro

Foto: Luís Filipe Catarino/Presidência da República