“Não é uma especialidade nem uma subespecialidade, é uma competência a atribuir a quem tem formação e conhecimentos na área”, explicou o professor da cadeira de geriatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), adiantando que esta realidade já está consagrada em mais de 60 países em todo o mundo, avança a Sic Notícias.
“A população idosa, e sobretudo muito idosa, tem aumentado exponencialmente em Portugal nas últimas décadas, prevendo-se que tal crescimento se mantenha no futuro”, sublinha.
Atualmente cerca de 19% da população portuguesa tem idade superior a 65 anos, sendo previsível que este número ultrapasse os 30% em 2050, referiu ainda o coordenador do mestrado em geriatria da FMUC.
Na Europa, os únicos países em que a geriatria não é reconhecida como competência, subespecialidade ou especialidade são, além de Portugal, a Áustria, Estónia, Luxemburgo, Eslovénia, Grécia e Moldávia.
“A criação da competência em geriatria pela OM contribuirá para a valorização dos médicos que mais se dedicam a esta área e, essencialmente, para a melhoria da saúde em geral e dos idosos em particular”, conclui Manuel Veríssimo.