Um grupo de investigadores descobriu recentemente esqueletos em Marrocos que revelam que os caçadores-recoletores daquela área já possuíam graves problemas de higiene dentária há 15 mil anos, entre os quais cárie dentária, problema encontrado em 51% dos dentes dos adultos encontrados.
Os indícios encontrados no local da descoberta revelaram que estas pessoas alimentavam-se com bolotas, pinhões, nozes e alimentos ricos em hidratos de carbono fermentáveis. Louise Humphrey, do Museu de História Natural de Londres e responsável pelo estudo, refere que as bactérias consumiam os hidratos de carbono que ficavam nos dentes fazendo com que estes apodrecessem.”A maioria dos ocupantes da gruta tinha cáries e abcessos e deviam ter frequentemente dores de dentes e mau hálito”.
A frequência e gravidade das cáries constatadas naquele grupo de pré-históricos demonstram que o consumo de frutos silvestres pode ser tão prejudicial para a saúde dentária como o de alimentos com açúcar refinado nas sociedades modernas, garantem os cientistas. Segundo estes paleontólogos, a descoberta põe em causa a hipótese considerada até agora de que as cáries dentárias teriam começado provavelmente com a agricultura há cerca de 11 mil anos.


