“Acontece cada vez com mais frequência as pessoas irem ao médico já depois de terem pesquisado os sintomas na Internet. Nós queremos doentes informados, mas isso acaba por ser mais um problema do que uma solução”, referiu o médico Jorge Roque Cunha, do centro de Saúde de Camarate ao Correio da Manhã.
Para as pessoas mais ansiosas e que sofrem de hipocondria, o crescente acesso a muita informação online pode trazer mais problemas. “A quantidade não quer dizer qualidade. Como não existem sites de saúde validados em termos técnicos há muita desinformação”, defende o médico.
Um estudo feito na Universidade de Baylor, nos EUA, foi um dos primeiros a desenhar um retrato mais claro desse comportamento. Publicado no “Cyberpsychology, Behavior and Social Networking”, o trabalho descreve os gatilhos que levam uma pessoa a desenvolver cibercondria.
No estudo americano, que incluiu 500 pessoas com uma média de idade de 30 anos, a maioria dos utilizadores de internet afirmou ter uma necessidade imperativa de saber o que “o destino lhes reservava”. A maioria passava muito tempo do seu dia a pensar sobre a própria saúde, quando comparado com aqueles que não usavam a internet para tais fins.