De acordo com um artigo publicado na revista científica Cell Transplantation, quando a espinal medula fica danificada forma-se tecido cicatricial no local da ferida, o que faz com que as fibras nervosas parem de crescer. Geoffrey Raisman, investigador responsável pela inovação, teve a ideia porque pensou que talvez as fibras nervosas conseguissem crescer se tivessem uma “ponte” para atravessar o tecido cicatricial.
Durante anos de estudo, a sua equipa focou-se nas células nervosas que estão envolvidas na sensação de odor (OEC), uma vez que são o único tipo de células conhecidas capazes de se regenerarem.
Assim, neste estudo os investigadores começaram por retirar um dos bolbos olfativos do paciente e colocaram as OEC em cultura. Duas semanas mais tarde, foram dadas 100 microinjeções na parte superior e inferior da falha na espinal medula do paciente e foram colocadas células do tornozelo nesta zona da coluna vertebral que tinha sido cortada. A ideia foi utilizar OEC para estimular as fibras nervosas a crescerem ao longo da falha, utilizando a células nervosas do tornozelo como ponte.
Antes do tratamento, o paciente estava paralisado há dois anos e não tinha demonstrado sinais de melhoria depois de vários meses de fisioterapia. As sessões de fisioterapia continuaram após o procedimento e três meses mais tarde o paciente começou a sentir melhorias. Seis meses depois da cirurgia começou a dar os primeiros passos e agora, dois anos depois já consegue andar.


