Segundo Francisco Lemos, da Gestitursa – empresa que assegura esse serviço – estão em causa “muitos milhares de euros que as unidades de saúde não conseguem cobrar”.
A Gestitursa coloca no hospital ou centro de saúde um funcionário com funções administrativas que domina várias línguas. A este funcionário cabe a função de registar cada doente estrangeiro que ali chegue, bem como a responsabilidade de acionar o respetivo seguro de viagem. A empresa paga ao hospital que a contratou o valor dos tratamentos de cada turista assistido, em 60 a 90 dias. É na fatura que apresenta à seguradora dos doentes que a empresa vai buscar o seu lucro, cobrando um valor acima. “Temos uma tabela própria para cada ato médico”, referiu Francisco Lemos, sem especificar preços, referindo apenas que “varia”.
A Gestitursa tem, neste momento, contrato com os hospitais Pedro Hispano, Matosinhos; São João, no Porto; bem como com a unidade de saúde do Funchal, Madeira, e os centros de saúde de todo o arquipélago. Em curso estão contratos com os hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e de Faro.


