Ana França, coordenadora nacional de transplantação, referiu ao Público que a diminuição do número de hospitais dadores para 34 demonstra “algum desinteresse”. Em 2000, quando houve um pico da atividade de transplantação existiam 40 unidades. Entre os 48 hospitais vão passar a estar os hospitais privados da Luz e Lusíadas, em Lisboa, e o Hospital da Arrábida, no Porto.
A responsável revelou também que as 48 unidades já deram a sua concordância, faltando apenas a autorização da Direcção-Geral da Saúde. Segundo Ana França está a assistir-se a uma inversão da descida de transplantes, notando que “em outubro houve mais 20 dadores do que em igual período do ano passado”.
Com o aumento de hospitais que passam a fazer colheita de órgãos, as pessoas deixam de precisar de ser transferidas para unidades mais afastadas, um dos problemas detetados num relatório divulgado este ano que pretendia explicar a diminuição de transplantes no nosso país. De acordo com a Ana França, está a ser criando um grupo de médicos habilitados que vão passar a ir aos hospitais mais pequenos para permitir colheitas em mais unidades.