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IA ajuda a prever taxas de sobrevivência em pacientes com cancro oral

Há muito que a inteligência artificial (IA) é apontada como o futuro da medicina, incluindo da medicina dentária. Um estudo-piloto, publicado em meados de setembro na Scientific Reports, é um bom exemplo disso, já que um grupo de investigadores desenvolveram um algoritmo que ajuda a prever as hipóteses de sobrevivência dos pacientes com cancro oral [1].

Realizado com pacientes do Paquistão, o estudo A novel digital score for abundance of tumour infiltrating lymphocytes predicts disease free survival in oral squamous cell carcinoma [2] pode ser especialmente relevante neste país, que regista quase 13 mil novos casos de cancro oral todos os anos, segundo a publicação Dental Tribune.

O estudo foi feito em conjunto por investigadores do Shaukat Khanum Memorial Cancer Hospital and Research Centre, em Lahore, no Paquistão, e do Department of Computer Science da University of Warwick, no Reino Unido, que avaliaram scans de 70 pacientes com cancro oral que haviam sido tratados com radioterapia e submetidos a cirurgias à cabeça e pescoço.

Os investigadores trocaram ainda amostras de tecidos recolhidos dos pacientes, produzindo imagens de alta resolução das amostras a uma escala microscópica. O algoritmo desenvolvido permitiu prever taxas de sobrevivência ao medir os linfócitos que se infiltram no tumor (TIL), indicando a imunidade do paciente ao cancro e a resposta ao tratamento, e correlacionando a densidade e distribuição espacial dos TIL com as hipóteses de sobrevivência do doente.

“Este estudo-piloto mostra que, com a ajuda dos algoritmos modernos de análise de imagem de cancro, podemos calcular com precisão a abundância de TIL nos cancros orais de uma forma objetiva e depois usar esse cálculo para estratificar os riscos em termos de sobrevivência sem doença”, disse Nasir Rajpoot, um dos investigadores do estudo, citado pelo Dental Tribune.