O ‘Prémio de Investigação Básica’, no valor de 7500 euros foi entregue ao trabalho “Modulação dopaminérgica na dor neuropática: ação dos recetores D2/D3 de dopamina na reversão de défices de memória espacial”, de Hélder Cruz, Margarida Dourado, Clara Monteiro, Mariana Matos e Vasco Galhardo.
O estudo, que teve como objetivo avaliar se a prevalência de síndromes dolorosos pode contribuir para uma deficiente transmissão dopaminérgica e essas perturbações podem afetar a normal codificação de memórias de curto prazo no hipocampo revelou vários resultados.
Os cientistas conseguiram demonstrar que as condições de dor prolongada são responsáveis por uma redução da performance da memória espacial, que surgem associadas a alterações da atividade dos circuitos do hipocampo responsáveis pelo seu processamento e a uma expressão anormal de recetores de dopamina.
Para além disso, os resultados sugerem que a perturbação do equilíbrio da neurotransmissão dopaminérgica pode ter um papel importante na manifestação de défices de aprendizagem e memória em pacientes com dor.
Já o ‘Prémio de Investigação Clínica’, também de 7500 euros, foi entregue ao trabalho “Dor em Doença de Alzheimer: pesquisa de um biomarcador para solucionar o problema da sua subavaliação”, de Miguel Castanho, Sónia Sá Santos, Isaura Tavares e Sara Matos Santos.