A inovação é da responsabilidade de um grupo de investigadores da UPV/EHU – Universidade do País Basco: está a ser criado um revestimento para os implantes dentários que permitirá aumentar a atividade antibacteriana assim que estes forem colocados nos pacientes, promovendo, assim, a integração no osso.
No site da universidade pode ler-se que [1] as infeções orais estão entre as principais razões pelas quais os implantes dentários falham. Nesse sentido, o estudo pretende ajudar a prevenir potenciais infeções bacterianas, assim como promover o desenvolvimento de implantes dentários com propriedades de osseointegração.
Como refere Beatriz Palla, investigadora responsável pelo projeto de investigação, cerca de “10% dos implantes acabam por ter que ser removidos devido a problemas de osseointegração ou devido a infeções”.
Por um lado, um dos desafios que esta investigação se propôs a responder foi o desenvolvimento de implantes dentários de titânio com propriedades antibacterianas. Por outro lado, a equipa de investigação quis tentar encontrar uma solução para a elevada resistência que algumas estirpes de bactérias conseguem desenvolver aos antibióticos convencionais.
De acordo com a investigadora responsável pelo estudo “é possível confirmar que foram criados revestimentos com propriedades antibacterianas e que não afetam a integração do implante na mandíbula”, contudo, “é aconselhável continuar a investigar para otimizar os resultados” obtidos.
Nota: fotografia retirada do site da Universidade do País Basco