Os cientistas podem aliar tecidos produzidos a tecidos humanos naturais através de uma estrutura porosa e microscópica, semelhante a uma armação, que permite o crescimento dos vasos sanguíneos, explicou o professor de Engenharia e Medicina Dentária da U-M, Peter Ma.
A técnica de produção de tecido, denominada factor de crescimento de plaquetas derivadas, tem a aprovação da FDA para cicatrização de feridas nas gengivas e úlceras diabéticas, patologia que representa uma elevada taxa de amputação entre indivíduos diabéticos.
Mas um dos maiores obstáculos desta técnica é o fraco crescimento de vasos sanguíneos, vital na integração de tecido produzido no tecido natural, afirmou Will Giannobile, também professor de Engenharia e Medicina Dentária na U-M. «Se não temos vasos sanguíneos, o tecido simplesmente não é nutrido», adiantou.
No entanto, com esta descoberta, segundo Giannobile, os investigadores podem agora controlar o crescimento do tecido de forma a maximizar a sua eficácia.
Assim sendo, num futuro próximo, os cientistas podem vir a usar esta técnica de crescimento para sarar grandes feridas em diferentes partes do corpo humano.
«No futuro, poderemos, se nos faltar um tecido, fazê-lo crescer. (…) Esta necessidade é verdadeiramente urgente para aqueles que precisam de tecidos gerados», concluiu Ma.
Investigadores norte-americanos apresentam avanços na substituição de tecidos
Investigadores da Universidade de Michigan (U-M) descobriram uma nova técnica que acelera a produção de tecidos humanos de substituição, essenciais na cicatrização de feridas, noticiou o “The Ann Harbor News”.


