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Investigadores usam osso do próprio paciente para acelerar ortodontia

Dirigidos pelo director da USC School of Dentistry and Advanced Education in Periodontology program, Hessam Nowzari, os investigadores publicaram o primeiro case study sobre o êxito na utilização de material do próprio osso do paciente na realização de enxertos para uso na aceleração dos procedimentos cirúrgicos ortodônticos. O estudo foi publicado na edição de Maio deste mês do “Compendium of Continuing Education in Dentistry”.
A ortodontia acelerada está a ganhar cada vez mais popularidade, por permitir aos pacientes, sobretudo aos adultos que já possuem ossos maduros, diminuir o tempo necessário para alinhar a dentição.
Os médicos dentistas da USC empregaram um procedimento conhecido por “Periodontally Accelerated Osteogenic Orthodontics” (PAOO), que utiliza instrumentos especiais para marcar o osso que segura o dente e depois aplica o enxerto ósseo acima do sulco. O procedimento é realizado com recurso a anestesia local no consultório dentário.
À medida que o osso começa a sarar, ele amolece levemente, permitindo alinhar o dente através dos aparelhos ortodônticos em apenas poucos meses. No caso da ortodontia tradicional, o mesmo processo demora alguns anos. Nowzari e a sua equipa sempre acreditaram na possibilidade de melhorar esta técnica, beneficiando do próprio osso do paciente em vez de ossos bovinos ou artificiais.
Esta opção «encoraja a formação de osso novo e saudável na área enxertada», afirmou o médico dentista, salientando ser uma técnica «bastante segura e [que] elimina o risco de transmissão de doenças».