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IPO Porto descobre mutação causadora de cancro colorretal

A investigação liderada por Manuel Teixeira, diretor do Serviço de Genética do IPO Porto, permite identificar os familiares com risco elevado para desenvolverem a doença e explica 17% do cancro colorretal hereditário no norte do país. “Os filhos e irmãos de um doente com este cancro têm 50% de hipóteses de também ser portadores do gene alterado”, explicou. “Através de despiste é possível saber se são portadores do gene. Se não forem têm tantas hipóteses de padecer do cancro quanto o resto da população portuguesa; se forem, e se nada fizerem, oito em cada dez terão cancro colorretal”, concluiu Manuel Teixeira, segundo noticia o Jornal de Notícias.

“Esta doença pode ser evitada através de uma colonoscopia de dois em dois anos, para indivíduos entre os 25 e os 40 anos de idade, e anual daí em diante, permitindo detetar a existência de pólipos (benignos) e retirá-los antes que degenerem em cancro”, explicou aquele responsável. O estudo envolveu 14 doentes com suspeita daquele cancro, o teste genético foi depois alargado a 95 familiares com o objetivo de apurar a relação ancestral entre as várias famílias. A variação genética identificada entre as famílias permitiu calcular que o ancestral comum terá vivido há pouco menos de 300 anos. Outro dado identificado foi que as gerações mais antigas das 14 famílias estudadas tinham origem no interior do distrito do Porto.