Para chegar a esta conclusão, os investigadores da Universidade de Linköping, na Suécia, contaram com a participação de 499 pacientes que tinham sido hospitalizados por insuficiência cardíaca. Durante o período inicial de hospitalização foram recolhidos dados sobre função física, saúde mental e hábitos de sono. Após 12 meses, os investigadores voltaram a registar e analisar as hospitalizações não planeadas, bem como os problemas de sono dos pacientes.
O estudo revelou que 43% dos pacientes apresentavam problemas de sono na altura da admissão e 30% continuou a ter este tipo de problema 12 meses mais tarde. Os pacientes com problemas contínuos de sono apresentavam um risco duas vezes maior de serem hospitalizados durante o período de acompanhamento, comparativamente com aqueles sem este tipo de problemas.
“A má qualidade de sono pode conduzir a um agravamento da insuficiência cardíaca e aumentar as hospitalizações. Alternativamente pode também ser um sinal que os pacientes têm outros tipos de problemas como apneia de sono ou problemas psicológicos que os mantêm acordados. Todos os pacientes com insuficiência cardíaca deveriam ser questionados sobre o sono, de forma a tentar identificar o problema bem como tentar tratá-lo”, refere Peter Johansson.