O consumo de tabaco é um dos fatores que mais aumenta o risco de cancro oral. O Estado português está empenhado em reduzir o seu consumo e, por isso, no próximo ano, os medicamentos para deixar de fumar sujeitos a receita médica vão passar a ser comparticipados pelo Estado em cerca de 37% do seu valor. De acordo com uma notícia avançada pela Lusa, a medida deverá custar cerca de 1,3 milhões por ano aos cofres do Estado e faz parte das novas medidas de prevenção do tabagismo do Ministério da Saúde.
De acordo com Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde, esta medida avança porque “existe evidência que comprova que o uso de fármacos na cessação tabágica aumenta as taxas de abstinência”. Para além disso, “as taxas de sucesso aumentam quando o uso de fármacos é acompanhado por apoio comportamental. A redução de barreiras ao processo de mudança comportamental aumenta o número de tentativas e a probabilidade de estas serem bem-sucedidas.”
Para além disso, no próximo ano deverão ainda ser criadas 42 novas consultas de cessação tabágica a nível nacional, já que a meta é que cada Agrupamento de Centro de Saúde (ACES) tenha pelo menos uma consulta aberta de cessação tabágica.
Também este ano o Governo já tinha aprovado em Conselho de Ministros uma proposta de lei que determina a proibição de tabagismo num perímetro de cinco metros de distância de instituições de saúde ou estabelecimentos frequentados por crianças. A proposta está neste momento em discussão na Assembleia da República.


