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Médicos de família devem alertar para problemas de sono

A medicina dentária não tem qualquer desculpa para se alhear das questões do sono

Miguel Meira e Cruz lamentou que os profissionais de saúde desvalorizem os problemas de sono dos portugueses e defendeu que os médicos de família são fundamentais para alertar os pacientes para as consequências de se dormir mal.

O presidente da Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono referiu “é raríssimo” um médico de família perguntar acerca do sono dos seus pacientes. “Há muita desvalorização por parte dos profissionais de saúde e aí há uma grande responsabilidade porque, se os médicos conseguirem alertar com eficiência os doentes, estes ficam à partida mais despertos para o problema”, apontou o investigador do Laboratório de Função Autonómica Cardiovascular da Faculdade de Medicina de Lisboa.

Miguel Meira e Cruz falava a propósito do Dia Mundial do Sono, marcado por iniciativas da Associação, principalmente dedicadas à sensibilização de crianças e profissionais de saúde para a importância de dormir bem. “Não estamos conscientes da importância que o sono tem para a nossa vida, para a nossa boa função e para as doenças do sono, mas convém que as conheçamos e as consigamos identificar para poder tratá-las adequadamente” e evitar as suas repercussões, acrescentou.

Existem mais de 80 doenças do sono, sendo que muitas delas podem gerar sonolência. Uma das principais queixas dos pacientes é a sonolência excessiva na condução.

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